Daniela Dytz - Fotografia de famílias

"Nunca é tarde demais para
ser aquilo que você
deveria ter sido"

George Elliot


Este é meu blog pessoal, onde publico meu trabalho,
conto um pouquinho sobre cada sessão fotográfica e outras coisinhas a mais ;)

Para me conhecer, acesse a guia "Quem sou eu".
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Ou dê uma passadinha lá no site oficial, acessando a guia "Site".



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Novidades - Facebook

Queridos amigos, é com muito prazer que anuncio duas novidades:

1. agora você pode curtir cada post do C'est la Vie e recomendá-lo para seus amigos do Facebook com apenas um clique. O botão CURTIR estará sempre ao lado do título do post! Gostou? Curta e compartilhe!
  
2. o C'est la Vie tem uma página própria no Facebook! Lá você fica por dentro das atualizações do blog, conversa comigo sobre os post, além de ter acesso a comentários, links e vídeos interessantes para o universo dessa mamãe fotógrafa que vos fala :)

Junte-se à nós na campanha FAÇA UMA BLOGUEIRA FELIZ!!! É só procurar por danieladytz.com e CURTIR a página!

Aproveito para agradecer os mais de 1300 (sim, eu disse MIL E TREZENTOS) pageviews em menos de um mês de criação do blog. VOCÊS SÃO DEMAIS! Como forma de agradecimento, deixo o chulé do meu gatinho pra vocês admirarem hihi


Beijo enorme para todos

domingo, 30 de outubro de 2011

Melhores momentos da gravidez: contando para as famílias

Sempre imaginei como seria contar para a família que estava grávida, principalmente para minha mãe. Acho que ansiava em poder compartilhar com ela desse privilégio: ser chamada de mãe. É uma sensação de parceria, de pertencer a uma nova classe, ter sua própria família, enfim, crescer.

Planejei e fiz como sempre sonhei. Fui a uma loja de roupinhas de bebê (tão bom entrar em um lugar assim quando é você que está esperando e não só pra comprar presentes para outras mamães), comprei dois pares de sapatinhos. Embrulhei cuidadosamente em duas caixinhas idênticas (uma para mamãe, outra para a sogrinha) e coloquei na mala.
Na quinta-feira fui para casa da minha mãe, em Caxias do Sul. Detalhe, o Pita só poderia ir no sábado, o que quer dizer que eu fiquei DOIS DIAS INTEIROS na casa dos meus pais sem contar a novidade pra eles. Foi punk! Mas aí, depois de longuíssimas 48 horas, o Pita chegou. Levamos minha sogra pra casa dos meus pais onde também estavam minhas duas avós. Lá reunimos todos no quintal e eu peguei as duas caixinhas. Levei para elas e entreguei uma para cada. O Pita estava ao meu lado. Falei: "abram ao mesmo tempo. Fomos nós que fizemos". Até hoje lembro da  minha mãe. Ela olhou bem pra mim e fez cara de 'não tô entendendo'. Aí tomou fôlego e perguntou:  "você tá grávida?". Eu acenei afirmando. Foi uma festa, todo mundo gritando de alegria, a vizinha até veio olhar na janela. Meu pai dizia: "são dois, tomara que sejam dois" haha. Minha mãe só falava: "por essa eu não esperava". Minha sogra também muito feliz nos abraçou. Aliás, todo mundo se abraçou, nós, meus pais, a sogra, as vós, meu irmão Rafa, foi tão lindo...

Logo que passou a euforia eu liguei pro meu irmão Thiago: "Thi, a mana tem uma novidade: tu vai ser titio!"
"Sério, mana? Hã, que legal" com aquele jeito calmo dele. Em seguida liguei pra cunhada: "Tita, tu vai ser tia!!!" (ela mesma contou sua emoção em um comentário ao post anterior).

No final da tarde, a Pati chegou em casa dizendo: "ó, já comprei uma roupinha para o bebê de vocês, agora só falta encomendar"... A cara dela de choque quando eu falei que já estava encomendado foi algo hehe. Minha prima-irmã vidente comprou o primeiro presentinho do baby sem sequer saber que eu estava grávida. Isso que é sintonia :)

Foi perfeito. Mas não podia ser diferente, afinal, com uma notícia dessas, quem não fica extasiado de felicidade?

Mas o finde ainda não havia acabado, muitas surpresas ainda estavam por vir. Assunto para o próximo post... :)

Eu e minha mãe linda: parceria e amor eternizados no clique do Nathan (http://www.nathancarvalho.com.br/)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Corujando o Theo


Gente, olha que foto linda achei nos meus arquivos... foi meu amigo Sidrack que clicou.

Postando para compartilhar com vocês meu momento mommy coruja :)

Valeu Fabio!

Posted by Picasa

Melhores momentos da gravidez. Os primeiros a saber...

Quando engravidei estávamos planejando esperar mais um tempo antes de encomendar um bebezinho. Digamos que foi um descuido meio proposital nosso, já que os dois falavam muito sobre ter filhos mas sempre havia um argumento lógico que era contrário... estamos longe das famílias, estamos nos adaptando à Brasília, estamos trabalhando muito etc, etc, etc. Então, diante de tanta enrolação, o Bebê Dytz  resolveu que era hora de vir ao mundo.

Aliás, como desde o começo decidimos não saber o sexo do baby antes do nascimento, foi assim que ele ficou conhecido: Bebê Dytz. Nossa decisão gerou surpresa na galera, durante os nove meses fomos chamados de loucos hehe. Mas valeu a pena, foi bom demais descobrir só na hora do parto se seríamos pais de um meninão ou de uma garotinha.

Quando engravidei sonhei algumas vezes com um menino, então estava certa que esperava um guri. Já o Pita apostava todas as fichas em uma menina J Os amigos fizeram apostas e não faltaram palpites... mas isso é assunto para mais adiante.

Combinamos de só contar para o pessoal depois do exame de sangue. Olha, não sei como as pessoas aguentam esperar o primeiro trimestre pra berrar aos quatro cantos que vão ganhar um bebê! Eu não conseguia me conter!!! Deve ser bem difícil!

 Na segunda-feira fiz o exame de sangue e fui trabalhar. Na hora do almoço peguei o resultado mas não abri. Queria fazer isso ao lado do meu marido. Ele chegou em casa ansioso, já perguntando: 'e aí???'. Abrimos o envelope: POSITIVO. AAAAHHHHHHHH que alegria!!!

A primeira pessoa a saber da chegada do baby foi a Marla, que trabalha aqui em casa conosco e hoje ajuda muuuuito a cuidar do Theo. Fui trabalhar e contei para as colegas de gabinete. Gente, vocês não estão entendendo; eu tava feliz demais, não conseguia segurar. Maaas para a família combinamos de contar pessoalmente.

No feriado do dia 12 de outubro fomos almoçar com o Nilo, a Lu e os meninos. Foram os primeiros tios a saber da novidade. Foi legal demais.

No decorrer da semana eu comprei as passagens aéreas (fortuuuuna tão em cima da hora) e avisamos todo o povo do sul que iríamos pro finde. Minha irmã do coração, a Elize, me disse por telefone que não poderia ir ao nosso encontro, então, pra ela, em primeira mão, contei que estava grávida. Felicidade para todos os lados.

A semana, que foi curta por causa do feriado, custou a passar para mim. Com tantas coisas acontecendo, o que eu mais queria era espalhar a notícia para todos aqueles que amamos. E foi o que fizemos no finde... próximo post eu conto como foi a reação do povo!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Melhores momentos da gravidez. A descoberta

Gente, ficar grávida é maravilhoso... No dia em que descobri que estava esperando um bebê - 08.10.10 - a terra tremeu em Brasília. Literalmente!!!  Calma que já explico.
 
Na hora do almoço cheguei em casa e o Pita tava mateando. Tomei um chimarrão e na hora enjoei. Achei estranho mas como estava morrendo de fome, achei que fosse isso. O Pita ainda brincou: 'será que tu tá grávida?'. E eu: 'beeeeem capaz!!!'.
 
No meio da tarde um tremor de terra chacoalhou os prédios no Setor de Autarquias Sul e mandou todo mundo embora mais cedo. Achei ótimo, afinal era sexta-feira, tava um dia bonito ainda, calorzinho tudibom. Antes de ir pra casa passei na farmácia e comprei um teste de gravidez,  só para que aquela dúvida não ficasse na cabeça durante o finde.
 
Cheguei em casa, super de sangue doce, dei 'oi' pros peludos e fui fazer o teste.
 
Cena patética eu no banheiro, olhando os dois risquinhos e pensando: "não é possível, não é possível!!!!" Não acreditando no que estava vendo, saí correndo de sandália de super salto fino - ai -, e fui até a farmácia da quadra, mas antes tomei dois copos imensos de água pra não correr o risco de ficar com o teste na mão sem conseguir fazer. Voltei voando. Entrei sala adentro, Penélope e Napoleão correndo atrás de mim, sem entender nadica de nada. E, para minha suprema alegria, vi novamente os dois risquinhos.
 
Não dá pra explicar, só quem já viveu isso sabe do que estou falando. Só tive forças para gritar de alegria e cai de joelhos no chão, agradecendo à Deus por aquele presente dos céus.

Esperei ansiosa pelo marido para contar a novidade. Foi a vez dele de fazer cara de 'não acredito' e, assim que se recuperou do susto, acendeu um charuto pra comemorar. E fumou, sozinho, é claro... eu já não podia mais me dar o luxo do descuido. Afinal, estava gerando uma vida dentro de mim...
 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Eu tive um sonho, vou te contar...


Não, ao contrário da música do Kid Abelha, no meu sonho eu não me atirava do oitavo andar, eu estava em uma guerra. Não era uma guerra como essas de hoje, onde nada se enxerga além dos mísseis invadindo o céu; era um confronto corpo a corpo, todos devidamente armados e furiosos. Eu tb carregava minha arma. Estava protegida atrás de uma parede, mas quando vi um aliado em apuros, não tive dúvidas: empunhei minha máquina fotográfica, enquadrei, foquei no inimigo e pá! Nada aconteceu... Repeti o procedimento, desta vez dei um zoom mais forte, mirando bem o agressor... Pá! Nada, de novo. Intrigadíssima tentei novamente, agora caprichando muito, não tinha erro... Pá! E o cara continuava em pé. Desolada me escondi melhor, tentando entender o que estava acontecendo. Olhei para minha máquina e então me dei conta do que estava fazendo... Lembro de ter pensado: Daniela, mas que momento pra ficar sem munição hein?!?!?

Acordei rindo do sonho tragicômico no qual eu tentava usar meu equipamento fotográfico como arma. Porém, refletindo melhor, pensei cá com meus botões: será que não? Obviamente não com os efeitos pretendidos no meu sonho mas a fotografia não pode ser utilizada como uma arma?

No feriado do dia 12 de outubro fomos nós três, eu, Pita e Theodoro para a Esplanada dos Ministérios. De preto (eu e marido, Theo não tinha nada preto no guarda-roupa!) nos unimos às quase vinte mil pessoas presentes e marchamos contra a corrupção. Foi o encontro das diversidades; tinha muita gente jovem, alguns apenas um pouco mais velhos que o meu pequeno, mas também pessoas idosas, de cabelos bracos cobertos por chapéus que os protegia do sol - tímido naquele dia, como se também estivesse de luto, protestando.

Vi muitos fotógrafos que, como eu, buscavam em meio àquela multidão uma boa foto... para guardar de lembrança, para publicar no seu blog, para mandar pra redação. Um deles, inclusive, estava armado até os dentes. Juro que nunca vi tantas lentes e máquinas juntas, penduradas no pescoço, nos braços, na cintura de alguém. Frouxo frouxo o senhor de cabelos brancos carregava uns 50 mil reais em equipamento e um logo redondinho de uma marca editorial na manga direita de sua camisa. Fiquei tão abismada que quando ele passsou por mim devo ter feito uma cara engraçada porque ele me olhou piedoso, viu minha Canon Rebel XS, com minha lente 28-300 que muito me orgulha e disse: "continue assim, tome bastante leite que um dia você vai ter que carregar tudo isso... " Na hora achei legal, agora tô escrevendo e pensando que ele provavelmente estava falando com o Theodoro (ops) e o 'carregar tudo isso' não se referia ao equipamento mas sim a todo esse fardo de corrupção que estamos levando nos ombros.

A Marcha contra a Corrupção foi um evento apartidário, organizada através das redes sociais e que ocorreu em várias cidades ao mesmo tempo (Brasília, São Paulo, Rio, Porto Alegre...). Aqui em Brasília, diversas bandeiras foram erguidas durante a caminhada. Vi faixas de protestos contra políticos corruptos (muitos ainda ocupando cadeiras no Congresso), faixas pedindo dignidade aos concurseiros, bandeiras de grupos GLBT, cartazes protestando contra o desmatamento, enfim, uma infinidade de pessoas que, harmoniosamente, gritavam por um país mais honesto.

Estar ao lado de todos aqueles manifestantes me trouxe uma sensação tão agradável, de pertencer a algo maior, pertencer ao grupo de pessoas que, como todos vocês, tenho certeza, estão cansadas de diariamente ver os absurdos que acontecem neste país sem uma oportunidade concreta de dizer 'chega'.  E, ao menos para mim, a Marcha contra a Corrupção foi isso, um enorme CHEGA que saiu bem do fundo da garganta de cada brasileiro que estava lá.

E o meu 'chega' vai ficar registrado aqui, através das fotos tiradas com a minha "arma" modelo Canon reflex (hehe),  minha forma de protestar, a maneira que encontrei para exercer minha capacidade de indignação. 

Eu TENHO um sonho, vou te contar, de um país mais justo, correto e verdadeiro para meus filhos crescerem.


















sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Fotografando pequenos - Luisa e Davi

A fotografia sempre foi uma paixão e, como toda paixão, tenho um tema preferido: crianças. Adoro fotografá-las, a espontaneidade delas me encanta. Claro que para fazer um bom trabalho existem algumas regrinhas e a mais importante é que o pequeno tem que estar de bom humor; do contrário, esqueça... é quase impossível tirar uma boa foto se o soninho estiver pegando ou estiver na hora de encher a barriguinha.

Outra coisa essencial é lembrar que a criança é criança, ou seja, não vai ficar posando e muito menos deixar de brincar, correr, comer o algodão doce só porque você está lá. Dica da tia: corra atrás, aproveite para brincar também. Garanto que você conseguirá boas fotos e, além disso, se divertirá muuuito!

No feriado do dia das crianças aproveitei para fazer uma sessão com a Luisa e o Davi, filhos dos meus queridos novos amigos Carol e Ewerton. Fomos ao clube,  um ambiente bem familiar para eles, o que ajudou bastante. Claro que minha intimidade com o casal deixou tudo mais fácil, se o pai confia em você, em geral o filho também vai confiar, mas isso não é primordial. Se você conseguir cair nas graças do pequeno terá metade do trabalho pronto.

Seguem aí as fotos que tiramos. Carol e Ewerton, parabéns, a Luisa e o Davi além de lindos e queridos são muito fotogênicos. Tô louca para repetirmos a dose! Beijão procêis!















Que falta você me faz...

Quando soubemos que o Pita tinha conseguido a remoção para Brasília ficamos muito aliviados, não só porque ele não teria mais que ficar sozinho lá em Santarém (credo) mas, principalmente, porque na capital nós tínhamos uma 'casa'. Tá, não era nossa casa, mas era como se fosse. Digo isso porque nos sentíamos tão à vontade lá, eramos tratados com tanto carinho, que para nós era como uma extensão da nossa sala de estar. Era a casa da Lu e do Nilo, do João Pedro e do Henrique. 

O legal daquele apartamento é que ele vivia repleto de gente. Os moradores sempre muito solícitos e festeiros (principalmente a dona da casa :) ) gostavam de casa cheia e lá, casa cheia era sinônimo de boa comida, muitas risadas e boa conversa.

Nesse um ano que convivemos, nunca vi negarem um favor para ninguém (de bom grado se ofereceram para serem nossos fiadores !!!!), nunca vi faltar uma palavra de conforto para os amigos que, como nós, faziam daquele apto um lugar para fugir do dia a dia, para esquecer as tristezas e celebrar o lado bom da vida: estar em família.
Em agosto eles alçaram voo... foram embora para o estrangeiro levando com eles nossa eterna saudade e agradecimento pelos dias de companhia e carinho.

Deixo aqui uma foto do meu querido Henrique, em um momento esportivo/comportado (hehe), que tirei logo que o conheci, em 2009.

Henrique, a tia te ama e morre de saudades
João, os jogos do Inter aqui em casa nunca mais foram tão tão tão legais
Lu e Nilo, obrigada por tudo, sentimos saudades...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A vida te deu um limão?

 No texto super bacana que o Pita escreveu, (ainda não viu? Vai lá em 'O comentário que virou post'... garanto que vale a pena) ele conta como foi dolorido para nós o momento em que o Theodoro chegou ao mundo. Ainda não consegui superar esse trauma. É muito difícil relembrar aqueles segundos em que o médico passou correndo do meu lado, com meu pequeno bebê - avatar hehe - em suas mãos. Aliás, em uma única mão, já que era assim que o médico o segurava. Minha vontade era de levantar e sair correndo atrás dele (coisa que o Pita fez). Mas não pude, obviamente.
Com o passar dos dias (que na UTI neonatal parecem ter muuuuuito mais que 24 horas) nosso pequeno guerreiro foi se recuperando, passou a conseguir respirar sem o auxílio constante do oxigênio suplementar, a fratura na clavícula foi se consolidando, os roxinhos nos olhos foram sumindo... sim, o rapaz sofreu na sua chegada mas, demonstrando muito mais força que eu poderia imaginar, em poucos dias estava em casa.

Pensando nesse exemplo de superação do meu pequeno, lembrei de uma foto que fiz em 2009, no parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre. Não sei o nome desse homem, mas sei um pouco da história dele... era um skatista profissional, vivia do e para o skate. Não era guri, já tinha passado dos 35. Em um acidente (acho que de carro, não recordo bem), se machucou bastante, ficou um bom tempo sem conseguir caminhar. Mas não pode ficar longe de sua paixão. Naquele dia em que eu estava fotografando no parque, ele chegou, auxiliado por um amigo que carregava dois skates. Usava muletas e tinha um tipo de proteção nas costas que ia do pescoço até o fim da coluna. Passou pela galera, todo mundo comprimentando o cara. Passou pela minha frente, momento em que eu cliquei. Aí, para meu espanto total, foi até o início da pista (que é enorme), subiu no skate, entregou as muletas pro parceiro e, com um impulso, deslizou pela pista sob meu olhar embasbacado. Gente, o cara não conseguia caminhar direito, mas guiava aquele skate como se fosse parte dele mesmo.

A cena me marcou muito, por isso gosto da fotografia. Seguidamente lembro dela, daquele cara voando na pista e tento esquecer meus pequenos problemas, penso no Theodoro lutando pra sobreviver e me culpo por achar que as bobagens do dia a dia merecem qualquer consideração...

E você, me diga, tem certeza que a vida te deu um limão? Sim? Ok, o que  fazer com ele agora?

domingo, 9 de outubro de 2011

Problemas nos comentários

Queridos amigos...

A blogueira aqui, inexperiente que só ela, está tendo problemas para receber os comentários no blog... tentei modificar a configuração, talvez agora funcione melhor.

A todos que comentaram os posts e não estão vendo a aprovação e, consequentemente, seu texto publicado, peço desculpas. Não publiquei porque não recebi mesmo! Se você ainda quiser comentar, ficarei feliz DEMAIS em ouvir sua opinião.

Quero aproveitar e agradecer a todos pelo carinho. Estou muito grata com os mais de 370 pageviews em menos de uma semana. Vocês são demais!

Beijo pra todos, espero que estejam gostando.

Amanhã tem post novo ;)

Dani

PS: se alguém souber por que isso ocorre e quiser me contar o segredo agradeço hehe

O comentário que virou post

Vou compartilhar com todos o comentário que meu querido maridão escreveu sobre o post 'Ensinando a pescar' pq foi lindo por demais :)

"Eu sou o cara que pediu a blogueira em casamento lá na formosa Colônia de Sacramento, que outrora serviu para proteger a entrada do Rio da Prata de certas investidas estrangeiras, mas que hoje serve, como aconteceu conosco, para desarmar quaisquer defesas que os mais bem preparados corações possam ter, propiciando fácil acesso a um coração pleno de paixão. E digo isto 'de cadeira', pois àqueles que me conheceram nos anos que antecederam o meu encontro com a Daniela sempre disse que não pretendia casar, constituir família, pois acreditava vivamente que, tal qual Marisa Monte, é possível ser feliz sozinho. Mentira!
Aprendi (e continuo a aprender) com a Dani que felicidade não é um estado permanente, mas episódico, tal qual o instante eternizado em uma fotografia, que nada mais é do que seu mudo epíteto, descortinado pelos olhos de quem a vê, de quem a vive. E quantos instantes já conseguimos eternizar juntos eu e ela, e agora, nós cinco - eu, ela, Napoleão, Penélope e Theodoro; Naps e Pepê são os nossos mascotes, ouso dizer até, nossos alter egos. Mas me deterei no Theodoro.
Theodoro, que significaria 'presente de Deus', chegou há pouco mais de quatro meses e revolucionou nossas vidas, seja concretamente seja na concepção de projeto de futuro. E aqui vou pedir licença à Dani para falar de algo duro, mas necessário.
Quando você descobre que vai ser pai, você projeta todas as coisas com uma dulcilidade que mesmo os mais ranzinzas não conseguem evitar. Você pensa no quarto do bebê, nas roupinhas, na chegada dele em casa, nas feições que terá (se será parecido com o pai, com a mãe ou com nenhum dos dois, ou mesmo um pouco com cada um), no sexo da criança (o que, no nosso caso, só viemos a descobrir no momento em que ele deu as caras no mundo exterior), no parto e em tudo o mais que essa mudança traz inevitavelmente consigo. Pensa sempre no melhor, porque assim o anseia. Nós queríamos um parto humanizado, para um menor sofrimento do pequeno, e mesmo para nós. Na cabeça, apenas a ideia de um bebezão rosado (ainda que um pouco ensanguentado), gritando para anunciar aos quatro cantos a sua chegada a este plano. 
Mas que parto humanizado que nada; apesar de parto normal, o carinha chegou se estropiando todo, e nasceu quase igual a um Avatar - todo azul. Sim, ele sofreu uma coisa chamada cianose, decorrente de complicações até hoje não muito bem explicadas ou entendidas. Precisou de tempo para retomar as forças e encarar a jornada pelo mundo que se descortina todo a sua frente. Mas sempre estivemos lá, ao seu lado, como pais, como família, como seres humanos sensíveis que somos, ou que pretendemos ser.  
A espera pela recuperação do Theo exigiu de nós não apenas amor, força e esperança, mas uma paciência que nunca pensei ser capaz de ter, talvez porque ainda não tenha aprendido, de fato, a pescar.
Todas essas intempéries envolvendo o nosso filho fizeram com que mudasse minha concepção de planejamento de vida, por vezes tão pragmático, metódico, exigente ao extremo. Já não penso mais ser possível ser feliz sozinho, razão pela qual hoje adiro a Tom e Vinícius. Mais do que um ser político, ansioso por viver em sociedade, como dizia Aristóteles, sou um ser necessitado de amor. E quem não o é!? 
Mas é o tempo que traz, e me trará, novas descobertas, que desfazem/desfarão outros dogmas de minha vida, enterram/enterrarão as concepções mais arraigadas em minh’alma, mas o certo é que a paciência necessária para aguardá-las, essa eu tenho aprendido com essa blogueira, a quem amo sem precedentes, e ao Theodoro, que derruba a ideia de que seremos nós, seus pais, que o ensinaremos tudo, pois mal havia posto o pé neste plano, já estava a nos ensinar a pescar, no mar mais profundo que há em nós, o mais bravio dos peixes: o amor pelo próximo.
Por fim, mas não menos importante, quero dizer que por mais improvável que possa parecer, pescar e fotografar são atividades que precisam não apenas de paciência, para aguardar que os peixes namorem a isca  e a mordam, mas também de equipamento – a vara, o anzol e a isca; a câmera, o tripé – mas mais especialmente de um dom, que nos faz saber o momento certo de puxar a linha e de disparar o obturador, que então revelará nosso prêmio: o peixe que alimentará nossas barrigas, ou a foto que imobilizará  o tempo, imortalizando aquele instante.
De qualquer forma, Teco, digo apenas que, por sorte minha, tu já me fisgou!!!"

Por essas e outras agradeço todo santo dia a Deus por ter colocado o Pita no meu caminho!

Compartilho a foto lindíssima, que eu adoro, de um dos dias mais felizes da minha vida, eternizado por um grande fotógrafo que eu admiro muito, o Nathan Carvalho, lá de Porto Alegre (http://www.nathancarvalho.com.br/).


sábado, 8 de outubro de 2011

Ensinando a pescar


Resolvi postar essa foto que, apesar de antiga, tem um grande significado pra mim.
Primeiro porque cliquei em um dia muito especial, em Colônia de Sacramento, no Uruguai, no dia em que fui pedida em casamento (fofo). Segundo porque foi com ela que ganhei minha primeira menção honrosa em um concurso de fotografia (o primeiro do qual participei).
Mas hoje, olhando atentamente, tendo a vislumbrar um significado todo novo, próprio dela.
Fantasio se seriam pai e filho pescando naquele grande rio, aproveitando até o último momento de sol para compartilhar uma paixão em comum. Dentro dessa fantasia, imagino que o pai ensinou ao filho como preparar o anzol, a maneira mais correta de jogar a linha na água, a forma como segurar a vara de pesca e, mais importante de tudo, o grande segredo da arte de pescar: a paciência. O filho, extremamente compenetrado, permanece atento a tudo aquilo, com um misto de emoção e impaciência, próprio das crianças. Imagino a alegria extrema da criança ao conseguir fisgar o primeiro peixe e o orgulho do pai assistindo o grande feito.
Tô divagando aqui, só imaginando como deve ser quando, depois de todo teu esforço para ensinar algo ao teu filho, ele consegue alcançar seu objetivo, invariavelmente abrindo um enorme sorriso nos lábios e dizendo: "olha pai-mãe, consegui".
Acho que não há nada no mundo que supere essa sensação... infinitas vezes melhor do que a conquista no concurso de fotografia :)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O porquê de tudo isso

Apesar de ser formada em Direito e de trabalhar há anos como servidora pública, o que eu gosto de verdade de fazer é fotografar. Talvez o fato de ter passado em um concurso público muito cedo acabou tirando de mim a coragem necessária pra investir nesse meu lado 'artista'.
Tenho acalentado esse sonho durante anos a fio, sem, no entanto, ter tomado qualquer atitude a respeito.
Porém, essa vontade renovadora vem crescendo em mim. Posso dizer que com o nascimento do Theodoro, tenho visto a vida com olhos diferentes, percebendo que posso fazer VÁRIAS coisas ao mesmo tempo (quem é mãe sabe do que estou falando), sem ter que ser tão oito ou oitenta...
Nem mesmo os inúmeros cursos de fotografia que já fiz tinham tido o poder de me fazer ver e querer mostrar esse 'dom' que todo mundo diz que eu tenho (sem falsa modéstia, ok?). Mas aí o Theo chegou, forte, guerreiro, lutando desde a hora que veio ao mundo - assunto quem sabe pra um post futuro - e me fez repensar a forma como eu lido com a vida, como eu lido (e desperdiço) com meu tempo, como eu lido com meu futuro. Então resolvi que tá na hora de perder o medo, mostrar quem eu sou e porque estou aqui. Claro, não vou ser doida de dizer que descobri o segredo das coisas, mas, quem sabe eu não consegui ao menos começar a perceber o porquê de tudo isso?

Segue aí a foto do meu lindo bebê, com dois meses, me mostrando que a vida é bem mais simples do que eu imaginava...


Começando...

Pensei, pensei, pensei e não cheguei a conclusão nenhuma de como se começa a escrever em um blog...
Tô aqui olhando pela janela, vendo essa chuvarada que cai lá fora, sem saber se agradeço o fim da seca (horrível) que enfrentamos até semana passada ou se praguejo contra os céus já que eu queria sair pra passear com o filhote...
Resolvo reclamar pro marido, via sms, e recebo a seguinte mensagem super verdadeira: pois é, em Brasília ou se vira lagarto ou sapo, né? É, tá certo.
E meio sem querer, só pq não sabia mesmo como começar, comecei, assim. C'est la vie...