Daniela Dytz - Fotografia de famílias

"Nunca é tarde demais para
ser aquilo que você
deveria ter sido"

George Elliot


Este é meu blog pessoal, onde publico meu trabalho,
conto um pouquinho sobre cada sessão fotográfica e outras coisinhas a mais ;)

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domingo, 9 de outubro de 2011

O comentário que virou post

Vou compartilhar com todos o comentário que meu querido maridão escreveu sobre o post 'Ensinando a pescar' pq foi lindo por demais :)

"Eu sou o cara que pediu a blogueira em casamento lá na formosa Colônia de Sacramento, que outrora serviu para proteger a entrada do Rio da Prata de certas investidas estrangeiras, mas que hoje serve, como aconteceu conosco, para desarmar quaisquer defesas que os mais bem preparados corações possam ter, propiciando fácil acesso a um coração pleno de paixão. E digo isto 'de cadeira', pois àqueles que me conheceram nos anos que antecederam o meu encontro com a Daniela sempre disse que não pretendia casar, constituir família, pois acreditava vivamente que, tal qual Marisa Monte, é possível ser feliz sozinho. Mentira!
Aprendi (e continuo a aprender) com a Dani que felicidade não é um estado permanente, mas episódico, tal qual o instante eternizado em uma fotografia, que nada mais é do que seu mudo epíteto, descortinado pelos olhos de quem a vê, de quem a vive. E quantos instantes já conseguimos eternizar juntos eu e ela, e agora, nós cinco - eu, ela, Napoleão, Penélope e Theodoro; Naps e Pepê são os nossos mascotes, ouso dizer até, nossos alter egos. Mas me deterei no Theodoro.
Theodoro, que significaria 'presente de Deus', chegou há pouco mais de quatro meses e revolucionou nossas vidas, seja concretamente seja na concepção de projeto de futuro. E aqui vou pedir licença à Dani para falar de algo duro, mas necessário.
Quando você descobre que vai ser pai, você projeta todas as coisas com uma dulcilidade que mesmo os mais ranzinzas não conseguem evitar. Você pensa no quarto do bebê, nas roupinhas, na chegada dele em casa, nas feições que terá (se será parecido com o pai, com a mãe ou com nenhum dos dois, ou mesmo um pouco com cada um), no sexo da criança (o que, no nosso caso, só viemos a descobrir no momento em que ele deu as caras no mundo exterior), no parto e em tudo o mais que essa mudança traz inevitavelmente consigo. Pensa sempre no melhor, porque assim o anseia. Nós queríamos um parto humanizado, para um menor sofrimento do pequeno, e mesmo para nós. Na cabeça, apenas a ideia de um bebezão rosado (ainda que um pouco ensanguentado), gritando para anunciar aos quatro cantos a sua chegada a este plano. 
Mas que parto humanizado que nada; apesar de parto normal, o carinha chegou se estropiando todo, e nasceu quase igual a um Avatar - todo azul. Sim, ele sofreu uma coisa chamada cianose, decorrente de complicações até hoje não muito bem explicadas ou entendidas. Precisou de tempo para retomar as forças e encarar a jornada pelo mundo que se descortina todo a sua frente. Mas sempre estivemos lá, ao seu lado, como pais, como família, como seres humanos sensíveis que somos, ou que pretendemos ser.  
A espera pela recuperação do Theo exigiu de nós não apenas amor, força e esperança, mas uma paciência que nunca pensei ser capaz de ter, talvez porque ainda não tenha aprendido, de fato, a pescar.
Todas essas intempéries envolvendo o nosso filho fizeram com que mudasse minha concepção de planejamento de vida, por vezes tão pragmático, metódico, exigente ao extremo. Já não penso mais ser possível ser feliz sozinho, razão pela qual hoje adiro a Tom e Vinícius. Mais do que um ser político, ansioso por viver em sociedade, como dizia Aristóteles, sou um ser necessitado de amor. E quem não o é!? 
Mas é o tempo que traz, e me trará, novas descobertas, que desfazem/desfarão outros dogmas de minha vida, enterram/enterrarão as concepções mais arraigadas em minh’alma, mas o certo é que a paciência necessária para aguardá-las, essa eu tenho aprendido com essa blogueira, a quem amo sem precedentes, e ao Theodoro, que derruba a ideia de que seremos nós, seus pais, que o ensinaremos tudo, pois mal havia posto o pé neste plano, já estava a nos ensinar a pescar, no mar mais profundo que há em nós, o mais bravio dos peixes: o amor pelo próximo.
Por fim, mas não menos importante, quero dizer que por mais improvável que possa parecer, pescar e fotografar são atividades que precisam não apenas de paciência, para aguardar que os peixes namorem a isca  e a mordam, mas também de equipamento – a vara, o anzol e a isca; a câmera, o tripé – mas mais especialmente de um dom, que nos faz saber o momento certo de puxar a linha e de disparar o obturador, que então revelará nosso prêmio: o peixe que alimentará nossas barrigas, ou a foto que imobilizará  o tempo, imortalizando aquele instante.
De qualquer forma, Teco, digo apenas que, por sorte minha, tu já me fisgou!!!"

Por essas e outras agradeço todo santo dia a Deus por ter colocado o Pita no meu caminho!

Compartilho a foto lindíssima, que eu adoro, de um dos dias mais felizes da minha vida, eternizado por um grande fotógrafo que eu admiro muito, o Nathan Carvalho, lá de Porto Alegre (http://www.nathancarvalho.com.br/).


5 comentários:

Anônimo disse...

Dani, lindo demais!!!
Vcs dois são simplesmente perfeitos, admiro demais o companheirismo e respeito na relação de vocês!!!
Beijos!
Pat

Anônimo disse...

É por isso que esse cara é meu padrinho, luito poético com um pingo de humor

Dani Dytz disse...

Pat querida, muito obrigada pelas belas palavras!
Adoro quando tu deixa recadinhos hehe
Beijos

Dani Dytz disse...

JP, teu padrinho vive se queixando de saudades, especialmente quando tem jogo ;)

Anônimo disse...

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