Daniela Dytz - Fotografia de famílias

"Nunca é tarde demais para
ser aquilo que você
deveria ter sido"

George Elliot


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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A vida te deu um limão?

 No texto super bacana que o Pita escreveu, (ainda não viu? Vai lá em 'O comentário que virou post'... garanto que vale a pena) ele conta como foi dolorido para nós o momento em que o Theodoro chegou ao mundo. Ainda não consegui superar esse trauma. É muito difícil relembrar aqueles segundos em que o médico passou correndo do meu lado, com meu pequeno bebê - avatar hehe - em suas mãos. Aliás, em uma única mão, já que era assim que o médico o segurava. Minha vontade era de levantar e sair correndo atrás dele (coisa que o Pita fez). Mas não pude, obviamente.
Com o passar dos dias (que na UTI neonatal parecem ter muuuuuito mais que 24 horas) nosso pequeno guerreiro foi se recuperando, passou a conseguir respirar sem o auxílio constante do oxigênio suplementar, a fratura na clavícula foi se consolidando, os roxinhos nos olhos foram sumindo... sim, o rapaz sofreu na sua chegada mas, demonstrando muito mais força que eu poderia imaginar, em poucos dias estava em casa.

Pensando nesse exemplo de superação do meu pequeno, lembrei de uma foto que fiz em 2009, no parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre. Não sei o nome desse homem, mas sei um pouco da história dele... era um skatista profissional, vivia do e para o skate. Não era guri, já tinha passado dos 35. Em um acidente (acho que de carro, não recordo bem), se machucou bastante, ficou um bom tempo sem conseguir caminhar. Mas não pode ficar longe de sua paixão. Naquele dia em que eu estava fotografando no parque, ele chegou, auxiliado por um amigo que carregava dois skates. Usava muletas e tinha um tipo de proteção nas costas que ia do pescoço até o fim da coluna. Passou pela galera, todo mundo comprimentando o cara. Passou pela minha frente, momento em que eu cliquei. Aí, para meu espanto total, foi até o início da pista (que é enorme), subiu no skate, entregou as muletas pro parceiro e, com um impulso, deslizou pela pista sob meu olhar embasbacado. Gente, o cara não conseguia caminhar direito, mas guiava aquele skate como se fosse parte dele mesmo.

A cena me marcou muito, por isso gosto da fotografia. Seguidamente lembro dela, daquele cara voando na pista e tento esquecer meus pequenos problemas, penso no Theodoro lutando pra sobreviver e me culpo por achar que as bobagens do dia a dia merecem qualquer consideração...

E você, me diga, tem certeza que a vida te deu um limão? Sim? Ok, o que  fazer com ele agora?

2 comentários:

Cris Autran disse...

Emocionante o seu depoimento! Hoje seu pequeno guerreiro está aí, lindo forte, uma bênção! Ele é um vencedor! =]

Dani Dytz disse...

É isso mesmo, Cris! Meu guerreiro tá cada vez mais forte.
Obrigada pela visitinha, volte sempre :)