Daniela Dytz - Fotografia de famílias

"Nunca é tarde demais para
ser aquilo que você
deveria ter sido"

George Elliot


Este é meu blog pessoal, onde publico meu trabalho,
conto um pouquinho sobre cada sessão fotográfica e outras coisinhas a mais ;)

Para me conhecer, acesse a guia "Quem sou eu".
Para me encontrar, clique em "Contatos".
Ou dê uma passadinha lá no site oficial, acessando a guia "Site".



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Detalhes

O Theo está naquela fase linda (e perigosa) de tentar pegar (e colocar na boca) tudo que encontra pela frente.

Uma manhã dessas, olhando-o entretido brincando com o móbile no berço, tive aquela sensação de slow motion que acontece quando vejo uma foto perfeita se desenhando na minha frente. É muito engraçado, como se o momento realmente ficasse congelado e eu soubesse exatamente como seria aquele clique. Nem sempre tenho a sorte de chegar com a máquina fotográfica a tempo de eternizar aquele quadro que se pintou na minha cabeça mas consegui alguns cliques antes que ele cansasse da brincadeira.

Assim nasceu a inspiração para esse ensaio, que intitulo DETALHES. Quem me conhece sabe que gosto muito de fotografar com ângulos fechados, procurando aquele pequeno detalhe, aquele gesto, aquela dobrinha da mão, coisas que geralmente deixamos escapar porque estamos preocupados demais em fazer a criança sorrir para a foto. Minha intenção é conseguir registrar a beleza desses pequenos pontos que às vezes passam em branco mas que realmente rendem não só boas fotos, mas, principalmente, boas lembranças de uma fase única e mágica. Afinal, o que é a vida senão um amontoado de pequenos e belos detalhes não é mesmo?

Sem mais delongas, seguem as fotos prometidas. Ah, esqueci de dizer que contei com algumas participações especiais de mãozinhas e pézinhos amigos, clicados em um dia de sol no parque :o)

Espero que gostem.








segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A importância do exemplo



Gente, vi esse vídeo no blog da minha amiga Vanessa Tanaka - o Mamãe Pira (http://mamaepira.blogspot.com/) e achei simplesmente fantástico.

Penso muito a respeito de como será o mundo daqui uns anos, quando o Theodoro for adulto e puder fazer as próprias escolhas. Acho que a maior responsabilidade que temos, como pais, é a de criar um homem de bem, um adulto que saiba respeitar a si mesmo e àqueles que o rodeiam.

Por isso esse vídeo mexeu comigo.

EXEMPLO É TUDO!

Beijos

domingo, 27 de novembro de 2011

Não aguentoooooooo

Aiiiiiiiiiiiiii, não aguento... é muito lindo esse guri

Momento mamãe histérica querendo afofar o filhote.

Pronto, passou (um pouco)

Hehe

Beijo gente, bom início de semana prôceis!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

6 meses de muita bagunça

Hoje, dia 22 de novembro, o Theodoro completa seis meses de vida.

É incrível como a noção de tempo é relativa... os primeiros dias na UTIneo foram looooongos, nos primeiros cansativos meses alguns dias demoram a passar... mas, hoje, fazendo um apanhado geral, percebo que são SÓ seis meses. Seis meses de muita dedicação, muitos aprendizados, muitas surpresas e, acima de tudo muito, muito amor.

Nosso bebezinho dobrou seu peso, cresceu mais de 25 centímetros, passou de fraldas RN para M (hehe), fica horas acordado, já rola para os lados, estica os bracinhos pedindo colo, sabe dar abraços. É, o Theo é um serzinho tão esperto, tão pequeno, com tão pouco tempo aqui no mundo exterior, mas que já percebeu o mais importante: nosso amor incondicional por ele.

Seria óbvio falar das mudanças que a chegada de um bebê trazem para nossa casa. Tudo tem que ser adaptado ao novo membro da família, da alimentação da mamãe (pra não dar cólica no baby) até os horários de sono (poucos e preciosos). Sei que muita gente diz que o bebê tem que se adaptar ao ritmo da família e não o contrário. Mas eu não concordo. Ou melhor, não consigo. Me arrepio só de pensar em estar fora de casa de noite, bagunçando a rotina do Theo. Ultimamente meu maior desejo (eu, Daniela mulher, não Daniela mãedoTheodoro) é sair para jantar com o maridão. Juro. Talvez com a ajuda da minha mãe a gente consiga fazer isso essa semana.

Sábado de noite, na primeira tentativa de um programa à dois pós parto, saímos para ir ao cinema. Após muita preparação, é lógico. Deixar leite pro bebê, dar banho mais cedo, colocar pra dormir etc etc etc. Para encurtar a história, chegamos no cinema em cima da hora da sessão e a fila pra comprar ingressos (para outro filme) alcançava os corredores do shopping. Missão abortada. Fiquei frustrada, claro. Mas, como bem disse o Pita, agora somos pais, isso faz parte.

E faz parte mesmo, assim como muitas noites mal dormidas, choros, cólicas, fraldas sujas. Mas a contraprestação é fantástica. Acordar de manhã e ir até o berço do teu bebezinho só para vê-lo abrir o sorriso banguela mais lindo do mundo, não tem preço. Apaga da memória qualquer resquício de sacrifício.

Assim, babando como sempre, e para comemorar estes 6 meses de vida, deixo as fotos do meu gatinho sendo afofado pelos avós e bem faceiro tocando piano.

AMO MUITO!!!!






sábado, 19 de novembro de 2011

Melhores momentos da gravidez: curry? BLEEERG!!

Ô povo, não abandonei o blog não... peguei foi uma mega gripe que me deixou meio sem rumo.  Tava aqui pensando no próximo post e lembrei da frase que todo mundo já ouviu: gravidez não é doença. Pronto, chegou minha inspiração. Dando sequência à série, vou contar pra vocês a história do curry.

Eu e Pita, aproveitando uma semaninha de feriados e férias embarcamos para Curaçao, para conhecer as tão famosas águas transparentes. Vôo direto, tranquilinho, tudibom, apesar do avião furreca. Escolhemos um hotel lindão, 'um pouco afastado' do centro da cidade. Chegamos lá, noite escuuuura, pegamos o carro já previamente alugado e com a Tom Tom instalada, rumamos pro hotel. O conceito caribenho de 'um pouco afastado' do centro é tipo o conceito brasiliense do 'fica aqui pertinho'. Levamos mais de uma hora pra chegar ao hotel, que estava localizado numa ponta da ilha. Confesso que já fiquei desconfortável. A primeira coisa que me veio à minha cabeça de mulher grávida paranóica: "hum... não tô vendo nenhum mercado por aqui". Maaaas tudo bem. Afinal, pra que mercado se você está em um resort maravilhoso na beira do mar, né?

Pois então, no dia seguinte, na hora do almoço, percebi duas coisas peculiares no cardápio. Primeiro que ele era compacto (leia-se meia dúzia de opções). Segundo que TUDO, absolutamente tudo, do sanduíche de queijo ao prato com lagosta e camarão eram temperados com curry. Veja bem, meu amigo, eu nunca tive nada contra qualquer tempero. No entanto, o Bebê Dytz, que até então estava tranquilo na barriga, resolveu demonstrar sua tremenda aversão ao tempero caribenho... e fez isso com bastante entusiasmo.

Rapaz, mas passei mal mal mal... enjoava só de respirar, já que o olfato aguçadíssimo da gravidinha sentia o cheiro do temperinho de longe. Barbaridade. Os dias foram passando e meu mau humor foi aumentando. Pobre Pita, acho que só teve sossego quando resolveu fazer um mergulho... embaixo d'água eu não podia incomodar hehe.

Para espairecer um pouco, na quarta-feira, fomos conhecer a Dolphin Academy... compramos um ticket para o mergulho com os bichos na sexta-feira. Aproveitamos para passear em Otrobanda, centro da cidade. Bonitinho lá, viu? Ótimo pra quem quer gastar uma graninha com perfumes, eletrônicos e afins, já que é tax free... (perfume? não, obrigada... Bebê Dytz tb não curte hehe).
Na volta, para meu alívio, encontramos um mercado. Ufa! Até miojo e ovo fiz o Pita comprar haha.

Sexta-feira chegou, eu já estava um pouco melhor, animadíssima para o mergulho. Tomamos café e o tempo fechou. Povo, pensa num temporal... então, foi muuuuito pior que isso. Para completar, descobrimos que o mergulho era proibido para mulheres 'embarazadas'. Tivemos que ir até lá onde ficava o tal show (na outra ponta da ilha) para pegar a grana de volta. Com a chuva, as ruas do centro de Curaçao começaram a encher, a alagar, a transbordar. Os carros dançavam na pista, em algumas ruas até flutuavam na correnteza. Maridão ÁS ao volante conseguiu superar os obstáculos e nos levar de volta, sãos e salvos, ao hotel.

Fala sério, ô viagenzinha micada essa... my God! Gravidez realmente não é doença, mas te coloca em cada situação... Fiquei com trauma do Caribe... ninguém merece, se ainda fosse Capão da Canoa, né? Humpf!

 Mas enfim, voltamos pra casa, a médica me receitou o milagroso Meclin, que tomei o primeiro trimestre inteiro e, voilà, tudo se resolveu. Exceto a aversão do Bebê Dytz ao curry... ah, essa durou até o quando o rapazinho veio ao mundo :)






   




domingo, 13 de novembro de 2011

Melhores momentos da gravidez: TUM TUM TUM

Depois das fortes emoções do fim de semana, quando contamos para nossas famílias e amigos que nossa família estava aumentando - e não, não era outro cachorrinho :) - voltamos pra Brasília ansiosos pela chegada da quinta-feira. Seria um dia muito especial. Seria o dia que veríamos pela primeira vez nosso bebezinho.

Não preciso nem dizer que os dias custaram a passar... eu estava me sentindo ótima, só um pouco mais sonolenta que o normal. Pra falar a verdade estava com uma pulga atrás da orelha: "serão dois?" Isso porque na família da minha mãe existem vários casos de gêmeos e, apesar de sabermos que a genética do pai não influencia, a gestação do Pita também foi gemelar. Infelizmente minha querida sogra sofreu um revés na gravidez e um dos bebês não conseguiu seguir adiante. Com quatro meses de gestação os médicos disseram que ela havia perdido o bebê. Mas a barriga continuava crescendo e os médicos cogitaram a hipótese de um tumor (!!!). Até então, ninguém falava em gêmeos... Ela, muito sensível, percebeu que aquela história estava muito estranha e, em consulta com seu médico de confiança, descobriu que, realmente, um bebê não tinha sobrevivido, mas o coração de outro batia forte em seu ventre. Não consigo imaginar o que ela sentiu quando ouviu essa grande notícia... mas talvez tenha sido a mesma emoção que eu e Pita sentimos ao ouvir, pela primeira vez, o batimento cardíaco do nosso bebezinho. 

Por mais que eu tente, não tenho palavras para descrever a emoção que senti. Só quem já passou por isso pode saber. É lindo. Era o som mais lindo que eu já tinha ouvido na vida. Um coração que batia a 136bpm, em um serzinho que media da cabeça ao bumbum 9,4 milímetros. MILÍMETROS. Tão pequenino e já capaz de nos fazer ver a vida como ela realmente deve ser vista: mais leve, mais esperançosa, mais colorida.

Saímos do consultório, os dois com lágrimas nos olhos sem conseguir conter a emoção. Só de lembrar já choro... ô mulherzinha sensível... Ligamos imediatamente pras avós. Pobre da minha mãe, deve ter levado um susto porque eu mal conseguia falar... ela por um momento deve ter pensado no pior. Mas em seguida recuperei a voz: "tá tudo bem, mãe, é muita emoção... é lindo demais... não consigo parar de chorar". Em seguida falamos com a mãe do Pita, compartilhando esse momento.

Hoje tô aqui escrevendo e pensando... gente, o Theodoro tem a quem puxar... puxou ao pai, que desde a barriga já luta para se manter vivo. E à avó, que superou a perda para dar amor e carinho ao filho que estava por vir.

Finalizando, vou deixar um trecho da letra de uma música, que o Theo adora por sinal, e que fala muito sobre o que sinto por ele:

Tum Tum Tum (Karina Buhr)

No tempo que eu era só
E não tinha amor nenhum
Meu coração batia mansinho
Tum tum tum


Depois veio você
O meu amor número um
E o meu coração
Pôs-se a bater
TUM TUM TUM TUM TUM TUM


Tá aí, nosso bebezinho, com 7 semanas e 3 dias, com 9,4 mm


 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Desabafo de uma mulher de concurseiro

Então pessoal, fugindo do assunto 'maternidade' que tá rolando na série "Melhores momentos da gravidez", resolvi escrever um pouco sobre como é ser mulher de concurseiro. Ou melhor, mulher de ex-concurseiro hehe.

Eu e Pita, meu marido, começamos a namorar quando éramos colegas de trabalho em Porto Alegre (sim sim, eu sei, já ouvi muito que onde se ganha o pão não se come a carne maaaaas... hehe). Sempre soube que o sonho dele era sair do Judiciário e passar em um bom concurso público, fazendo jus à inteligência que Deus lhe deu - :) -, por isso quando ele resolveu estudar pra valer, um ano depois de termos ido morar juntos, eu dei o maior apoio. Era início de 2008. Já estávamos juntos há dois anos, o que ajudou muito nos momentos complicados pelos quais passamos. E foram muitos. E doloridos. E solitários. 

Só eu sei como foi difícil... quer dizer, eu e mais minhas amigas queridas e minha mãe amada, que aguentaram no osso todas as minhas queixas, as minhas lágrimas, minha deprê e meus momentos de solidão...

Aliás, acho que não há nada pior do que se sentir sozinha dentro da própria casa, tendo a pessoa que tu ama ali, tão perto, e ao mesmo tempo tão longe. Sempre digo que aquela porta do escritório fechada era como uma barreira intransponível pra mim, um muro de concreto puro. Claro que o Pita sofreu muito também, principalmente porque via minha tristeza disfarçada por um sorriso falso de 'tá tudo bem, pode ir estudar'... mas ele estava focado, queria muito aquilo e sabia que essa era a única forma de conseguir. Abdicou de conviver comigo, com nossos amigos, com a família... deixou de malhar (depois voltou, pra espairecer), deixou de ir ao cinema, de sair para jantar, de ir ao supermercado, enfim, deixou de lado a vida por um tempo. Acho que naquela época ele passava mais tempo com os cachorrinhos do que comigo. Mas só porque o Napoleão e a Penélope insistiam em subir na bancada para estudar junto dele. Era muito engraçado, super companheiros que dividiam o tempo entre ficar com ele e ficar comigo.

E assim passamos um bom tempo. O ano de 2008 chegou ao fim e o edital para o concurso que ele queria não saia de jeito nenhum. Nesse meio tempo, um  edital saiu, abrindo inscrições para um outro concurso, semelhante àquele. O Pita não queria fazer, estava determinado a esperar. Mas eu insisti tanto, enchi o saco mesmo e ele resolveu se inscrever. Eu sabia que seria mais uma etapa difícil, afinal agora existia um marco final, a data da prova. Porém eu o conhecia bastante, sabia que ele precisava estar motivado para seguir adiante com a mesma garra e determinação. E assim aconteceu... no dia 1º de fevereiro de 2009 ele fez a prova da primeira fase. Meu irmão se formou um dia antes, em Balneário Camboriu. Fui sozinha na formatura...

Quando o gabarito saiu eu tinha certeza que ele tinha conseguido. Mas comemoramos só quando saiu o primeiro resultado, no dia 02 de março. Ao ver o nome dele na lista, chorei de orgulho. Com esse novo gás, encaramos a segunda fase. Ele estudando ainda mais, eu tentando fazer o meu papel de boa companheira, segurando as barras sempre que necessário porque nunca deixei de acreditar, não só nele mas, acima de tudo, na nossa relação. Chorando no ombro das amigas também, é verdade...

Já estávamos noivos desde 2007 e, diante de tanta coisa acontecendo, a festa de casamento era apenas um sonho distante. Que se tornou um pouco mais próximo quando, na semana da Páscoa, o Pita chegou com flores, um anel e um pedido formal (feito no elevador da Justiça Federal): "vamos marcar a data?". Foi um momento maravilhoso e, apesar do meu receio inicial, ajudou muito a manter minha cabeça no lugar. Digo receio porque sabia que ele estava focado em outra coisa e não queria que nosso casamento fosse só planejado por mim. A partir daí, tive muito trabalho e meu coração serenou um pouco.

Enquanto isso o concurso seguia. A segunda fase foi uma prova de fogo... um final de semana inteiro com provas de manhã e de tarde. No final do domingo, quando chegou em casa com cara de quem tinha visto váááários fantasmas, ele olhou bem pra mim e disse: "não deu". E eu apavorada: "como assim, não deu?". "Não deu, eu sei que não consegui". Eu sempre fui muito otimista, nunca fui de deixar a peteca cair... apesar de estar me rasgando por dentro falei que o melhor era aguardar o resultado, sem ficar imaginando coisas.

Olha, quem já fez concurso ou conhece alguém que fez, sabe o que vou dizer agora: o fórum do CW (correio web) é o inferno na Terra!!!!!! Sério gente, tem coisa mais viciante e horrível do que ficar acompanhando aqueles comentários? Meu Deus, cada segundo uma nova ideia, uma correção diferente da questão que tu achava que tava certa, aquelas listas de classificação... e olha que nem fui eu que fiz o concurso. Se serve meu conselho: fiquem afastados daquilo! sitezinho do mal hehehe

Após muito sofrer, o tão esperado resultado saiu, e no dia 25 de maio eu chorei novamente... lá estava o nome dele, na lista dos candidatos que iriam para a prova oral.

Agora era reta final... o nosso escritório estava repleto de 'post it' amarelos... não tinha espaço pra mais nada, os cachorrinhos não podiam bobear sob pena de virarem lembretes das matérias!

No início de julho embarcamos para Brasília e fizemos check in no melhor hotel daqui, Dytz's House, administrado por Nilo e Lu (hehe) - aliás, foi quando conheci minha cunhada querida e meus sobrinhos amados ;)

No dia da prova fui junto para dar apoio moral... tava mais apavorada que ele. Assisti algumas bancas, mas não a do Pita. Saí de lá apavorada (cada pergunta difícil...) mas ele não estava tanto. Acho que pairava no ar a sensação de missão cumprida. Agora nos restava esperar pelo resultado.

E então, um belo dia, eu estava trabalhando (mentira, tava dando F5 no site da CESPE a tarde inteira hehe) e saiu o comunicado... Mas o Pita viu antes que eu, me escreveu no pandion (nosso MSN interno): PASSEI, PASSEI, PASSEI!!!!!!!

Meu Deus, foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Todo o sacrifício, todas as lágrimas, aquele sentimento de desilusão e de solidão sumiram instantaneamente! Gritei de alegria no gabinete: "gurias, o Pita passou!!!!!!" Desci correndo (ele trabalhava no 6º, eu no 8º) e entrei porta adentro na sala dele, tentando segurar as lágrimas (ineficazmente hehe), e abracei meu companheiro com todo o amor que havia no meu coração. "Conseguimos... nós conseguimos" era tudo que eu conseguia falar.

Orgulho, orgulho, orgulho, não era meu nome naquela lista, mas era como se fosse. Todas as felicitações não eram só para ele, eram para nós dois.

Naqueles dois anos de dedicação nós conseguimos fazer valer o lema do nosso relacionamento, gravado nas nossas alianças: AMOR E AMIZADE. É isso que sustenta tudo quando as dificuldades parecem mais fortes do que podemos suportar.

Então... esse post gigante pra dizer que eu sei que é difícil, que tem horas que a gente acha que não vai dar conta, que seria melhor se entregar, deixar o sonho pra lá, ir fazer outras coisas, mas é importante ter fé. HÁ UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL... e, no meu caso, era uma luz iluminada, linda, maravilhosa e compensadora.

Força na peruca, coragem e era isso... sempre em frente porque o que é nosso realmente está guardado.

Só pra terminar, queria deixar um recadinho para meu amor: Tata querido, te amo demais e tenho muito orgulho de ti, que continua honrando nosso esforço, sendo um excelente cidadão e um profissional extremamente competente. Obrigada por confiar em mim.

As fotos que seguem são do dia em que ele tomou posse no cargo de Advogado da União...



sábado, 5 de novembro de 2011

Melhores momentos da gravidez: contando para os amigos

Depois de tantas emoções no sábado, foi a vez de irmos para Porto Alegre onde reunimos alguns amigos em uma churrascaria (digamos que já estava com desejo de comer um bom churras :) ) 

Eu tinha planejado fazer uma surpresa e contar a novidade para minhas irmãs do coração, Letícia e Mariana. Chamei as duas para ir ao banheiro comigo (coisa de mulher, né?). Falei faceiríssima:

- Gurias, tenho uma coisa para contar pra vocês... tô grávida.

Só vi o queixo da Mari cair e, antes que ela pudesse dizer qualquer coisa a Leca disparou:
-Dani, tu tá brincando?! Eu também!

 Pronto, aí o queixo da Mari foi ao chão. E o meu também, claro. Incrédula, eu perguntei:
- Como assim????? Sério Leca?
- Sério.
- Pra quando? - perguntei
- Inicío de junho. E tu?
- Metade de junho.

AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH (pausa para vocês imaginarem os gritos no banheiro)

Gente, só para situar vocês, a Leti é como uma irmã para mim. Nos conhecemos quando eu me mudei para Porto Alegre, em 2006, e desde lá nós não nos largamos. Como trabalhávamos juntas, nos víamos todos os dias e nossa convivência era excelente. Ela era meu apoio e eu tentava fazer minha parte sendo uma boa amiga. Não conheço ninguém mais alegre do que ela, que realmente faz jus ao significado do nome que lhe foi escolhido por seus pais: Letícia = ALEGRIA. Quando ela contou que também estava grávida e que o seu bebê iria nascer um pouco antes do nosso, foi uma sensação maravilhosa e indescritível. Imagina tu passar por esse momento mágico que é uma gravidez podendo compartilhar tudo com uma das tuas melhores amigas. Foi isso que aconteceu conosco. Simplesmente fantástico como diria Mariana :).

Depois de termos nos acalmado um pouco (e esfregado as barrigas na Mari pra ver se pegava hehe), voltamos para o salão do restaurante. Antes de espalharmos a novidade, chamei de cantinho minha querida personal e amiga Le, mãe dos lindinhos Duda e João e contei que tinha chegado minha vez. Ela, muito fofa, quase passou mal e ficou exultante de alegria.

No meio do jantar, o Pita pediu a palavra e, depois de ter agradecido a todos por terem ido ao nosso encontro, contou que tínhamos uma novidade muito boa para compartilhar. Disse que a notícia ainda não era o nosso retorno à Porto mas sim que nossa família estava aumentando... "a Dani está grávida". Ah, foi muito bacana, todos ficaram super felizes, nos abraçaram e desejaram muita saúde para o baby.

Foi um fim de semana maravilhoso, recebemos de todos altas doses de amor e voltamos para Brasília com as baterias recarregadas de tanta energia boa.

Bem que dizem que quem tem família e amigos nunca está sozinho. E eu posso dizer, com muita alegria que, apesar da distância eu nunca estou sozinha.

Bom demais...

Queridos, foi tanta emoção naquela noite que cometi o pecado de não tirar nenhuma foto... se por acaso alguém que estava lá tiver uma fotografia, me manda que coloco aqui. Mas, só para não fugir à regra, vou postar uma foto minha e da Leti barriguda, que tiramos no final de dezembro de 2010, eu com 15 e ela com 17 semanas de gravidez :)






quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Primeiro mês

Como mamãe coruja e fotógrafa, vocês podem imaginar a quantidade de fotos que eu tiro do Theodoro. Sem brincadeira, o moleque já sabe que estou clicando-o e agora, com cinco meses, já fica me procurando atrás da câmera. Uma gracinha.

No primeiro mês não tirei tantas fotos. Era inverno, eu sempre achava que o Theo podia passar frio se estivesse peladinho, então o pobrezinho estava sempre 'entrouxado' hehe. E também ter um bebezinho em casa é cansativo, eu confesso que não tinha muito ânimo para fotografar. Shame on me...

Mas, o tempo foi passando, ele cada vez mais lindo (coruja, eu? Beeeem capaz!) e a máquina voltou à ativa.

Assim, aos pouquinhos vou compartilhando com vocês as fofurices do meu filhote. Tem várias fotos que já estão no face, mas peço licença a quem já viu para colocá-las aqui novamente, já que são minhas preferidas.

Seguem aí as fotos do nosso baby gostosinho recém-nascido e durante seu primeiro mês de vida...